Nota oficial

O Rio Branco Atlético Clube informa que vai acionar a Justiça caso a Federação de Futebol do Espírito Santo (FES) não garanta o cumprimento do regulamento do Campeonato Capixaba e da lei a partir desta segunda-feira (15). O departamento jurídico do clube já está reunido com a diretoria executiva para elaborar as ações necessárias ainda nesta semana.

O clube preza pelo resultado do jogo em campo, mas o Campeonato Capixaba deste ano apresentou provas concretas de ações externas para influenciar diretamente nas partidas do Rio Branco. E por conta da contestação de sua diretoria – mesmo em jogos em que o time saiu vencedor -, o clube sofreu com retaliação durante todo o torneio, com aplicação de multas, rigor desproporcional na fiscalização e arbitragem indevida em campo.

Alguns fatos ocorridos:

1: Durante toda competição, a arbitragem foi omissa nas faltas cometidas em cima do atacante Loco Abreu dentro da área.

2: Logo no início do torneio, perdemos, por lesão causada por um adversário, um de nossos principais atletas (o volante Ranieri), em jogada onde o árbitro sequer marcou falta.

3: O TJD aplicou um gancho de quatro jogos no zagueiro Dilsinho por um empurrão no adversário, em disputa de bola. O jogo não ficou paralisado e não houve atendimento médico. Em jogo anterior, um atacante do Serra abriu o supercílio de atleta do Rio Branco após uma agressão, não sendo penalizado pelo mesmo TJD.

4: Na partida do último sábado, pelas semifinais, contra o Real Noroeste, o árbitro José Wellington Bandeira marcou um pênalti inexistente, aos 52 minutos do segundo tempo, após o fim do tempo extra anunciado. Mesmo sendo orientado pelos seus auxiliares de que o pênalti não existiu, o árbitro não voltou atrás no lance. O lance em questão garantiu a vitória do adversário. Na mesma partida, o Rio Branco teve gol legítimo anulado, marcado pelo atacante Edu.

5: Não bastassem as situações em campo citadas acima, não foi cobrado de outros clubes as mesmas exigências cobradas do Rio Branco em seus jogos como mandante. A fiscalização rigorosa em cima do clube alvinegro não foi a mesma com as outras equipes.

No último sábado, no estádio José Olímpio da Rocha, não havia ambulância do tipo UTI Móvel, como exigido no artigo 49 do regulamento da competição. A ambulância presente no local não atendia exigências da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), no decreto 2048/2002, além de não possuir kit de primeiros socorros, giroflex em funcionamento, iluminação no compartimento do paciente e bateria própria. Todas essas irregularidades foram registradas e relatadas, antes da partida, para a delegada do jogo, Rita Vilar, e aos árbitros, além da Polícia Militar. Mesmo assim, o início do jogo foi autorizado, contrariando o regulamento da competição, o Estatuto do Torcedor e leis municipais e federais. Ao fim da partida, o atacante Danilo Mariotto foi agredido por atletas do Real Noroeste, sofrendo um corte no braço. Encaminhado para a ambulância citada, ele não pôde ser atendido, já que o veículo não possuía equipamento de primeiros socorros e iluminação. Com isso, o jogador precisou ser encaminhado para o hospital Rita de Cássia, em Barra de São Francisco, onde levou 18 pontos.

O clube registrou um Boletim de Ocorrência no 11º BPM da 3º Cia.

Como efeito de comparação para exemplificar o rigor com o Rio Branco, no jogo diante do Serra, pelas quartas de final, o árbitro não aceitou o início da partida, mesmo com a presença de três ambulâncias UTI Móvel, todas regularizadas. A alegação era de que uma das enfermeiras havia apresentado seu registro do Conselho Regional de Enfermagem (Coren) de forma digital. O clube ficou próximo de perder por W.O, o que não se concretizou porque a diretoria agiu para impedir. O clube, no entanto, foi multado em mais de R$ 4 mil.

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