Biomarcadores: Rio Branco investe em ciência para produzir alta performance dos atletas

O Rio Branco inicia sua temporada com uma novidade para aumentar o aproveitamento do time: o monitoramento por biomarcadores. O trabalho, que será desenvolvido pela Biouno Genética e Appto Assessoria Esportiva, vai monitorar a performance e todas as capacidades físicas dos atletas, ajudando a elaborar estratégias que resultem numa evolução contínua.  A necessidade de recuperação de cada jogador também será mostrada no estudo.

Esse tipo de análise é inédita no Espírito Santo e atualmente é utilizada em atletas olímpicos de alta performance.

No início da pré-temporada, foi realizado o chamado “Diagnóstico Zero”, através da coleta de material dos jogadores que se apresentam ao clube, como o goleiro Alan Faria, o volante Raniere, o meia Ronicley e o atacante Edu. Depois, foram realizadas coletas nos demais atletas, como o atacante Loco Abreu e o zagueiro Douglas, que se apresentaram depois.

Dentre as informações verificadas nas análises, estão os níveis de desgaste muscular de cada jogador, assim como os níveis de processos inflamatórios e a hidratação dos atletas, proporcionando um relatório completo, incluindo se há necessidade de alguma intervenção nutricional identificada pelos biomarcadores.

Mais do que apontar as chamadas cargas externas (força, potência, velocidade e resistência), os biomarcadores permitem monitorar as cargas internas, verificando o real desgaste do atleta e, assim, tornando possível a prescrição de treinamentos que potencializem a performance de cada jogador.

O preparador físico do time capa-preta, Hélder Souza, está otimista e explica que o monitoramento é uma grande conquista para o Rio Branco. “Vai nos proporcionar relatórios padrão ouro, que nos assegurará o estado real de cada atleta. São poucos clubes da primeira divisão que têm isso. É um privilégio”, comenta.

O fisiologista da Appto Assessoria Esportiva, Helvio Affonso, explica que o conceito fundamental do trabalho é identificar qual o “preço fisiológico” que o atleta “paga” para produzir os indicadores de carga externa (força, velocidade, resistência e potência).

“Geramos dados preciosos para as tomadas de decisão da equipe multidisciplinar. É como se antecipássemos a recuperação antes do “cansaço” acontecer, ou seja, antes de o corpo sinalizar, já recuperamos. Isso minimiza a possibilidade de queda de performance ou overtraining”, ressalta Helvio.

Atletas olímpicos

A experiência de Helvio com atletas de alto rendimento vem de muitos anos de trabalho. Atualmente, entre os  atletas que são acompanhados por ele, estão os jogadores da dupla de vôlei de praia, Alison e André Stein (mais novo campeão mundial do vôlei de praia),  e o nadador ucraniano Andrii Govorov, atual recordista mundial dos 50 metros borboleta O fisiologista esteve junto à dupla Alison e Bruno Schmidt no ciclo olímpico Rio 2016, e já avaliou atletas de grande destaque mundial, como o nadador Cesar Cielo, e atletas das seleções da Venezuela, Suíça e Argentina, como Julia Sebastian, recordista sul-americana nos 200 metros peito, em piscina de 25 metros.

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